terça-feira, 24 de março de 2009

e a história repete-se



"Ela chorava, Ele ria!
Ela falava, Ele não ouvia!
Ela sofria, Ele não ligava!
Ele mentia, Ela acreditava!
Ela esperava, Ele não voltava!
Ela sorria, Ele ria-se dela!
Ela queria algo sério, Ele só queria divertir-se!
Ela acreditava em tudo que ele dizia, Ele dizia o mesmo a todas!

Ela queria-o para sempre, Ele só a queria por momentos!
Ela entregava-se, Ele evitava-a!
Ela dizia que o amava, Ele falava da boca para fora!
Ela queria-o, Ele queria várias!
Ela ficava por sentimentos, Ele ficava por... quantidade!

Um dia mais tarde...
Ele descobriu que Ela era única e...
... Ela descobriu que Ele era apenas mais um..."

sábado, 14 de março de 2009

eu lembro-me de ti

"Porque é que me lembro exactamente das caras que vi no comboio a semana passada e não me consigo nunca lembrar exactamente da cara da pessoa de quem mais gosto? O amor e a memória conspiram juntos. É por não nos conseguirmos lembrar de quem amamos que temos de estar sempre junto dela. A olhar para ela. Cada vez que a vejo sou apanhado de surpresa. Baque do costume. Já chateia. É sempre diferente, mais bonita, mais interessante do que eu pensava.Porque é que eu não me consigo lembrar da cara dela? Já tentei. Já fiz tudo. Fiquei acordado a tentar aprendê-la de cor. Estudei-a. Sobrancelha por sobrancelha. Dez minutos para cada uma. Tirei apontamentos. Escrevi-a num caderno. Tirei-lhe fotografias. Pendurei-a na parede. Decorei o meu quarto (e os interiores do meu coração) com ela, mas mesmo assim não a consigo ver. No momento em que tiro os olhos dela, desaparece. Os meus olhos prendem-se a ela, mas os olhos dela não param dentro de mim. Isto assusta-me. Ela impressiona-me tanto. Mas não deixa impressão. Deixa um vazio. É isso que o amor faz. Troça de nós. Ou se calhar ela é como um bombardeamento que presencio e esqueço. Como um soldado cheio de medo, escondido na minha trincheira, varro-a da memória. E depois ela volta quando começo a sonhar. (...)
Há outra coisa que não está certa em nós. Quando alguém desaparece da nossa vida, somos sempre apanhados desprevenidos. Sentimo-nos arrependidos de não ter passado mais tempos com ele, de não ter ido mais longe. Há pessoas, como os nossos pais, que sabemos irão morrer antes de nós. E sabemos de antemão que nos vai doer. No entanto, comportamo-nos como se as pessoas de quem gostamos fossem durar para sempre. Em vida não fazemos nunca o esforço consciente de olhar para elas como que se prepara para lembrá-las. Quando elas desaparecem, não temos delas a memória que nos chegue. Para as lembrar, que é como quem diz, prolongá-las. A memória é o sopro com que os mortos vivem através de nós. Devemos cuidar deles como da vida.Devemos tentar aprender de cor quem amamos. Tentar fixar. Armazená-las para o dia em que nos fizerem falta. São pobres as maneiras que temos para o fazer, é tão fraca a memória, que todo o esforço é pouco. Guardá-las é tão difícil. Eu tenho um pequeno truque. Quando estou com quem amo, quando tenho a sorte de estar à frente de quem adivinho a saudade de nunca mais a ver, faço de conta que ela morreu, mas voltou um único dia, para me dar uma última oportunidade de a rever, olhar de cima a baixo. Fazer as ultimas perguntas que faltou fazer, reparar em tudo o que não vi; uma ultima oportunidade de a resguardar e de a reter. Funciona.(...)"


Miguel Esteves Cardoso

sábado, 7 de março de 2009

i've been looking for my baby

I don't wanna know where you've been
I don't wanna know who you've been with

All I want is for you to come on

sábado, 21 de fevereiro de 2009

última vez, sem ti

Não venhas tarde. Não me deixes aqui, sem ti. Não me deixes sentir o frio pela manha ou o sol incandescente da tarde. Não me deixes aqui. Não voes, mais uma vez, para longe de mim e de ti. Não me deixes, aqui. Corre quando ouvires a minha voz e te arrepiares ao sentir o meu toque. Sinto-te perto, será que estás? Ri-te comigo, só mais uma vez. Pela última vez, eu prometo. Vamos rir até cansar, até as bochechas doerem sem parar. Uma última vez. Agarra-me junto a ti, como se eu fosse tua, só tua como tu eras meu. Encosta-me ao teu peito, não custa nada. Preciso de protecção e de aconchego, da tua presença quente e sentida que eu, apenas eu, a sei sentir como merece, como deve ser. Sentes? É o meu coração que não pára, ouve! Diria que ele irá sair daqui, que vai voar para longe de mim… e de ti. Mas eu não vou deixar, prometo! Tem tanto de meu como de teu, tem tantos momentos presentes, tantas emoções guardadas. Ele é grande, alguma vez notaste? É bem maior que eu e do que tu, bem maior que o Mundo. O meu Mundo, o que está mais comigo, só ele me conhece, só eu o compreendo. Parece-te estranho?
Ainda aí estás? É a última vez, eu prometo. Deixa aqui o teu cheiro e o teu toque, para eu voltar a ele mais tarde quando a saudade se lembrar de mim e de ti. Eu deixo-te a mim. Se nunca largares, nunca esqueceres, nunca me vais perder. Saudade? Eu sei que vou sentir, nem que seja uma última vez. Faz bem sentir saudade, quem não a sente não a soube aproveitar. Eu aproveitei, talvez não tanto como merecesses. Merecias mais, eu sei e tu também. Desculpa, pela última vez.
Voltas? É a última vez que te peço e a última vez que o quero. É só mais uma vez, o que custa? Nunca custou e agora quero-o. Quero-o muito mais do que consigo. Eu sei que ainda aí estás, eu sinto. Sinto-te aqui, como sempre senti. Não é difícil, tu estás sempre presente, no meu coração e na minha mete.

Eu prometo que vale a pena, esta é a última vez.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

e viveram felizes para sempre..

Meu pequeno príncipe,

Questiono-me de como estarás tu. Nunca mais soube de ti desde que partiste para outro reino, para outra princesa. Talvez não fosse a tua cinderela, nem tão pouco a tua bela adormecida e por isso mesmo não tive o direito de permanecer contigo e de sermos felizes para sempre. Afinal é assim que terminam os contos de fada, ou estarei errada? Mas sim mon petit prince, nós não fomos o mais perfeito exemplo de uma história perfeita de amor, mas ambos sabiamos que podiamos ter tido um final feliz.
Nunca foi fácil compreender-te, essa tua mente real era complicada e indomável mas ao mesmo tempo acolhedora e inesquecível. Era tão fácil conviver contigo, sentir-te perto de mim e sorrir ao ver-te. Éramos tao cúmplices e eu sentia que me amavas, acreditas?
Eu também descobri que te amava, um dia. Eras tu que completavas o pedaço que faltava ao meu coração quando não estavas comigo.
Contigo percebi o que é o tempo e como ele parava. O tempo estava pegado a nós e quando não nos sentia perto não queria mexer, quase que ficava parado. Mas quando estavamos juntos, o tempo andava o mais depressa que podia, as horas eram segundos e os minutos desapareciam no meio da nossa química inesgotável.
Nunca percebi porque te foste embora e porque te deixei ir. Pegaste no teu cavalo branco e deixaste-o levar-te para outras paragens, sem me deixar sequer pegar na minha espada e lutar contra isso. Achei que era impossível, que eu não era forte o suficiente para o derrotar e para te resgatar novamente para os meus braços. Talvez tivesse toda a razao, talvez nao estivesse à altura de tão grande desafio, mas como sempre na vida, hoje acho que podia ter sido diferente.
Acreditava que teríamos um final feliz, que podiamos ter um amor inesgotável. Mas a vida dá muitas voltas e a nossa volta foi demasiado grande para a mudar, acabámos por aceitar as evidências, sem reclamar.
Tudo isto para te dizer que espero que estejas bem meu pequeno príncipe do norte, que ainda nos guardes na memória.

joaninha

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

pensa em mim



QUEM DISSE QUE PRA TÁ JUNTO PRECISA TÁ PERTO?

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

just like this

Conta-me uma história.
Fala-me de ti e dos teus. Relata-me a tua vida e as tuas manias. Confessa-me os teus defeitos e os teus vícios. Ilude-me com histórias encantadoras e promessas de sonho. Mostra-me os teus recantos mais secretos e os teus portos de abrigo. Descreve-me o teu dia e o que te faz feliz. Diz-me que tens um amor de filme por mim e que sou tua. Mente-me da forma mais irreal e acaba com o sonho. Implora-me por perdão e por uma segunda ilusão. Engana-me mais uma vez e muda o meu destino. Esquece-me e deixa sentir a liberdade a bater no rosto como uma corrente de ar em pleno deserto.

Surpreende-me.. e sê diferente!